sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Suicídio



                                 




Ele possuía um desejo
Tresloucado de viver
Mas...
Cansou de procurar atalhos
Para conseguir essa proeza.
Acorda!
Acorda!!
A corda
Foi seu atalho paradoxal.
Agora
Dorme pendurado
Em seus sonhos.


Jairo Cerqueira

7 comentários:

Sérgio Araújo disse...

Jairo, Posso considerar suicídio no sentido da transformação dialética. É um despertar?
valeu.

Bípede Falante disse...

Jairo, fiquei um tanto transtornada. Vou ter de pensar um pouco antes de falar.
bjs.

Juscelino Mendes disse...

Que formidável este poema!
De uma corda, você tirou
uma canção triste!

Grande abraço, mano!

Srta_cruz disse...

fortíssimo
mas será que essa é mesmo a solução?
sabemos que não.
enfim
é só ficção...
muito bom

Lou Albergaria disse...

Uauuuuu!!!!!!

BABEI DEMAIS COM ESSE POEMA!

Nossa, sem palavras. BRAVO!!!!!!


Líndíssimo!

BEIJOS!

Graça Graúna disse...

Meu querido Jairo: fico pensando nos parentes guarani que sofrem bastante diante do desconforto de estar no mundo em meio ao silêncio dos deuses. Infelizmente o suicidio é uma constante eles e os jornais nem noticiam. Como diz o nosso querido pataxo Juscelino: "De uma corda, você tirou uma canção triste!"
Paz em Ñanderu, Graça Graúna.

Ianê Mello disse...

Olha... me arrepiou, amigo.

Belíssimo e triste.

Parabéns pelo jogo de palavras.

Bjs