domingo, 10 de janeiro de 2010

O que é mesmo o amor?




O que enfim chamamos de amor?
O beijo perfumado do amado
O abraço ofegante e apertado
A esmola ofertada ao pedinte
Ou o retorno a cada ato de bondade?

Se o amor existe mesmo
Não deve ser perfumado
Caridoso, bondoso ou compreensivo.

Se o amor existe mesmo
Não está na estética, na cútis
Nos cabelos, no bem, ou mal sucedido.

Se o amor existe mesmo...
Ah! Se ele realmente existe...
É invisível aos olhos dos tolos
Dos arrogantes, dos rancorosos
É o mais belo entre os “horrorosos”.

Está mais na fome que no saciar
Pois, com o estômago cheio é bem mais fácil amar.

O amor dos corações flechados por cupidos
Dos casais casando e cansando apaixonados
Esse sentimento não chega a ser desprezível
Mas não faz sentido chamá-lo de amor

O amor está acima de todas as patologias cerebrais
Portanto, como a maioria da humanidade vive em estado terminal...
Esse “amor patológico” nada mais é que uma embriagues ofegante
É um conjunto de emoções que o transmuta para o ódio

Só se pode amar nu

E o mundo está cheio de amantes ultrajadamente trajados
Para os sensatos, o amor verdadeiro é inalcançável.
O que se pode é evoluir e aproximar-se cada vez mais do ideal.
Ainda assim, por mais que se evolua nunca se chegará ao ápice.
Pois, na sociedade em que vivemos, toda nudez será castigada.

Jairo Cerqueira

2 comentários:

Meiriara disse...

É verdade!!Como nos iludimos com palavras sopradas ao nosso ouvido em momentos pré determinados ou por frases em poemas em noites de lua cheia!! Fica a esperança para poucos e privilegiados ser amado!
Bjus!!!

Wilson Lopes disse...

O amor existe? Claro que sim primo. Pode ser aromatizado, sem cheiro de bondade mas com uma boa dose de compreensão.


bjs.

Wilson