O irreconhecimento da inevitável necessidade de nos tornarmos o que verdadeiramente somos, surge porque simplesmente nascemos e crescemos sem perceber. O desejo de enxergar além dos pêlos do coelho, sair da caverna platônica e não temer ser espancado até a morte, infelizmente ainda não foi amplamente socializado.
Não se deve temer àquele mito cavernoso, pois os cegos acorrentados e póstumos não são tão ruins como aparentam ser. Eles só não enxergam e nem vislumbram alternativas.
Se desde a colisão entre o esperma e o óvulo já existe o in - consciente, é justamente nesse Big _ Bem que podia ser diferente, mas não é. Se assim fosse, poderíamos algumas vezes ordenar aos nossos desejos:
“IDE até o EGO e o faça tornar - se um pouco mais flexível”!
Quem sabe, assim, o SUPEREGO seria um pouco menos reprimível!
Mas somos verdadeiramente impotentes; não nos desvinculamos da cartilha que nos conceitua e nos preceitua de maneira preconceituosa. Enquanto isso, no mercado escarnecedor dos aproveitadores:
“Vende-se sonho importado a um povo que dorme acordado
Num país de ilusões”.
Jairo Cerqueira





