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sábado, 8 de maio de 2010

Visão de um homem comum



           

            Queria tanto lhe beijar a face
             Encostar meu rosto
             No seu ombro amigo
             Agora já não dá mais
             A morte foi implacável
             Você partiu
             E não faz idéia do que fez comigo.
             É certo que eu não ando às lágrimas
             Não ascendo velas nem faço oração
             Você quando viva sabia
             E quase sempre compreendia
             Quanto maior o sentimento
             Menor a minha explosão.

             Compreendo perfeitamente
             As ações do criador
             Porém você não calcula
             A extensão da minha dor
             Ah, se eu pudesse agora
             Chorar no teu ombro amigo.

             Não questiono a sua morte,
             Só não aceito a tua sorte...
             Você morreu sem ter vivido.


                        Jairo Cerqueira 23/08/02