Eu vi corpos que padeciam
Em leitos desconfortáveis
Matérias desfiguradas
Contrastando com o passado
Eu vi o riso sem graça
Na face cônscia do sofrimento
Gemidos que se espalhavam
Num som que cheirava éter
Corpos frágeis ansiavam
A droga paliativa, a química cruel
Tudo incomodava
Até a alegria momentânea doía
Os fortes ali são fracos
Os ricos são todos pobres
Os céticos passam a ser crentes
Todos são pedintes, necessitados
Todos são gente... e gente não é nada.
No Aristides Maltês
Eu vi a morte ceifando vidas.
Jairo Cerqueira





