segunda-feira, 8 de março de 2010

Das Invasões e dos tributos



A minha casa não é minha (Segundo o Francês Proudhon). Antes de comprá-la, alguém comprou de outro, que comprou de outro. E esse outro hereditou-a. E hereditariedade latifundiária remete à invasão descaradamente capitaneada.
A camisa que visto também não é minha. Para encurtar a narrativa: alguém um dia se apossou das terras que, depois de vendidas serviram de chão para o plantio do algodão que deu origem a feitura da roupa.
O seguro que se paga no cartão de crédito em nada assegura, se de imediato não for feito um comunicado ao banco. Uma vez feito o comunicado, o banco bloqueia o cartão e ele automaticamente perde o seu poder de compra.  Assim sendo, nunca haverá qualquer tipo de despesa bancária com ressarcimento.
O cartório me cobra uma taxa para o reconhecimento de firma, ou seja, para me dizer que eu... sou eu mesmo. Não bastam a identidade, o registro e tudo que possa conter foto, polegar e rubrica.
Deslumbrado com tanta manobra humanitária, não sei ao certo se contemplo:
A ilegalidade da posse, ou...
A legalidade do furto.

Jairo Cerqueira

2 comentários:

Gookz disse...

contemple os dois...

Jairo de Salinas disse...

É verdade.Assim é a vida.
100 estress