quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fúnebre tirania



Eu vejo a Morte
Mas, ela não me vê.
Está ocupada, decompondo e putrefazendo
Organismos despercebidos
Que pensam, erroneamente, tornarem-se mais fortes.

Eles não vêem a Morte
Mas Ela os vê
Por isso, ludibriados, sentem-se poderosos
Pisoteando pessoas como se o mundo fosse pequeno
Para conter tanta gente simples.

Com isso, a morte sorrateiramente
Vitamina esses cérebros maléficos
E segue só rindo
Ao vê-los chutando cachorros mortos

Só que a natureza
Que nunca assiste espetáculos de braços cruzados
Põe mais libido, nessa trágica e tirânica sodomia.

Então, envolvidos nas entranhas obscuras do poder
Dão início a mais uma orgia funérea.
E a Morte, lambuzada de volúpia e de luxúria
Faz com que eles vivam, morrendo sem saber.

E eu vou parando por aqui!

Neste bacanal barulhento
Tenho muito medo que por um instante
Num lampejo astuto, e de soslaio...
Ela possa me enxergar.

Jairo Cerqueira

2 comentários:

Gookz disse...

pensei que a espreitava com essa intenção...
não seria um impulso saber que ela repousa os olhos sobre você?
ok, talvez eu esteja sendo irônica, a morte realmente me assusta...
nem por um reflexoq uero que me perceba aqui, portanto, egoistamente se ela quiser te ver que fique muito a vontade...
heheeheh
não leve a mal minhas brincadeiras bobas!
retribuindo a visita

Meiriara disse...

Ela está sempre a espreita independe de nós!!!
Não vale se esconder ela sempre vai achar!!!
Vamos curtindo devagar...Até a nossa hora chegar!!!
Gosto deste texto Augustiniano!!!!