Mostrando postagens com marcador Chico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chico. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de abril de 2010

DILETANTISMO



Compreendo a importância da cultura em nossas vidas. Mas, cá pra nós, em determinados momentos ela é tratada de maneira chata e maçante; às vezes até de forma irritantemente... aculturada. Por isso, é na ludicidade das bobagens irresponsavelmente dita que ela (a cultura), vez por outra, apresenta-se escamoteada.
É, por exemplo, no cinismo de ‘Luisão’ (dez anos mais velho que eu), com frases do tipo:
_ “É melhor o cara ser surdo a ter que ouvir certas bobagens”.
_ “Toda bunda num short jeans é bonita. Eu quero ver a beleza é numa saia de seda”.
Pode estar na ótica do meu sobrinho ‘Júnior’, que um dia me disse que Deus é o caminho, mas Edir Macedo é o pedágio.
Também na resposta de ‘Kiko Caetano (um professor que trabalha junto comigo) quando eu, ao ver o seu vizinho aparentemente debilitado, lhe perguntei:
_ Ele bebe?
_ Bebe pra desentalar, ele come é com farinha!!! – respondeu sem a mínima necessidade de reflexão sobre o questionamento.
Mas, minha real intenção é dedicar esse texto a ‘Chico’, que dispensa ser chamado por Heliogábalo (seu verdadeiro nome) pra evitar comparações com um Imperador Romano, sardanapalista libidinoso. Chico é um cidadão composto por um amontoado de adjetivos: ateu, etílico, aposentado, escravo da insulina e anarquista. Uma das pessoas mais interessantes que conheço – um guru. Com ele, as divergências, os conflitos e as convergências, quando postas em prática num balcão de bar conseguem superar muitos momentos que vivi um dia em lugares chamados de Banco Acadêmico.
Deus abençoe quem inventou a cerveja. Afinal, no domingo somos apenas bons atores quando estamos sóbrios.

Obs. A LIBER é só para disfarçar a propaganda etílica. rsrs

Jairo Cerqueira