A minha vida é um mar aberto
Com tempestades e bancos de areia
Sou um velho nauta que o tempo gostou
E mantém vivo por contemplação
Cabelos brancos que o sal tingiu
E a pele crespa que o Sol queimou
Sem foto shop mostram quem sou eu
Vida bandida que em mim habita
Há meio século e duas dezenas
Se regozija quando me perguntam
Por que viajas tanto, tanto, tanto?
Sou um marujo a mapear o tempo
Tenho segredos e vontade plena
A minha alma guarda os meus barcos
Meu coração as pontes de safena
Jairo Cerqueira





