Mostrando postagens com marcador eternidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eternidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amor (PL) 'atômico'

                  
                                    




                 No incomensurável espaço existente
                 Entre o peito e o cérebro
                 O coração e a razão travam batalhas.
                 Nesse momento, explosões moleculares
                 Levam o homem a um tremendo desvario
                 E um sentimento que aos poucos se desintegra
                 E com o vento se desmancha no sem fim
                 Às vezes volta com o vento que o leva
                 Recompondo-se como adubo
                 Nas areias de um jardim.
                 Não há por que se esquivar de um desejo
                 Quando ele é puro, inequívoco e singular
                  Só os covardes criam terríveis obstáculos
                 Impedindo o coração de se expressar.
                 O que essa química abstrata trás implícita
                 É a confissão de uma pedra
                 Que bombeia um amor pleno
                 Que na mistura homogênea
                 Entre o belo e o obsceno
                 Realiza sem temor o seu desejo de amar.
                 Porém se um dia esse amor fragmentar-se
                 E no universo espalhar-se bruscamente
                 Havendo só uma partícula em meu peito
                 Será o bastante pra eu te amar eternamente.


                                              Jairo Cerqueira