Um homem sentado à mesa.
Copo cheio, garrafa ao meio,
Cigarro à mão.
Fumaça que sobe,
Cachaça que desce...
Prazer, ou não?
Outro a espreitar na esquina
Revólver à cintura,
Sua mira é certeira,
Momento de pânico, dois braços que sobem...
La se foi uma carteira.
Um operário vendendo o suor
Na busca desesperada
Pelo mínimo salário.
Sofrimento, revolta e luta,
Mais um dia de labuta, com um patrão ordinário.
Três cenários diferentes,
Uma vida atribulada.
O vício, o crime e a miséria
Caminham na mesma estrada.
Jairo Cerqueira





