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sábado, 18 de dezembro de 2010

10 a BAFO 100 métrica



                                              




Quando passo a enxergar
Os meus próprios supercílios
Percebo que o Black White
Me convida a escrever um poema.
Então...
Com cara de idiota
Me aposso dos poros de um guardanapo
E faço sair de mim
Aquilo que dificilmente será aceito
Apenas pelo som de uma voz.
Mas, como palavras no papel
Se tornam chiques
Empurro goela abaixo
Nos intelectuais de plantão
Tudo aquilo que na oratória
Talvez fosse desprezível
Aos olhos nus dos bem vestidos.
Desta forma,
Viveremos todos bem:
Eu, escarnecendo suas vísceras
Eles, obedecendo fielmente
Ao social.





Jairo Cerqueira

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ré volução





O aço brado
Assombra
No grito forte dado.

O brado que há sombra
Espanta, mente, aprisiona
E cala o bolso parco dos calados
Que emudecem quando cobrados.

Mas, que fazer com a maioria
Se historicamente sempre o maior_ria?

Assim:

Um furacão de ar sombrado e poluído
Cala-se, diante de apenas dez temidos
Sem ter a mínima noção de que “Mal assombrado”
Etimologicamente, também pode significar...
Carente de assombrações.


Jairo Cerqueira