sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gene







Um comportamento infame
Um descaso consigo mesmo
E o senso crítico aguçado
De uma sociedade asquerosa.
O seu ‘EU’ manifestado
Sem pudor e ao desmazelo
Gera opiniões sutis.
Por conseqüência
Mais pancadas sociais.

_ Reflexão
_ Angústia
_ Lágrimas
_ Mea culpa

Em meio àquela autoflagelação
Pairava o olhar atônito da genética
Sem entender patavina.


Jairo Cerqueira

7 comentários:

Sérgio Araújo disse...

Valeu, Jairo. Reflexões. Nós também criamos o medo, o medonho e o absurdo da vida na toca humana.
Me lembrei do conto de Kafka "A toca". Se não leu, leia.

Bípede Falante disse...

Jairo, e pensar que a nossa genética nos comanda e nos ignora praticamente com as mesmas medidas. E se a gente mal se entende, ela nos entende menos ainda. Adorei o seu post. Vai me ocupar a cabeça final de semana adentro. Eu e a minha genética, genética da minha família de quem tanto tento escapar.

Ricardo Fabião disse...

Decerto, as más formaçõs genéticas são menos patológicas do que as más formações psicológicas e sociais...

E o homem se encarrega de criar uma nova a cada minuto que passa. Será que o corpo suporta?

Jairo, grande, sempre.

Abraço.
Ricardo

(tem um recado para você na minha última postagem)

Srta_cruz disse...

o importante é que o olhar estava lá...

Gerana Damulakis disse...

É isso mesmo. Muito bom.

Lou Albergaria disse...

Maravilhosa sua prosa poética!

Seu blog inteiro é um canteiro de Cultura! Amei estar aqui!

Lindo domingo e uma maravilhosa semana para você!

Beijos!!!

Jairo Cerqueira disse...

Obrigado genteeeeeeeee!!!