Numa mesinha de bar
Um copo meio cheio
Uma cerveja que fala
Um olhar calmo rumo ao horizonte
Uma CPU em transe desfragmentativo
Se deleita com os ultravioletas
Enquanto o seu lento rebuscar de arquivos
Tenta a centralização de que é SER.
Pássaros, ventos, ondas sobre o cais
Barcos que deslizam sobre a pele salgada do mar
E o Sol acabando de se pôr ao NORTON do globo
Determinava o final da ação do antivírus
Que vasculhava ferozmente
As inutilidades verbais adquiridas
Pelos impiedosos tsunamis midiáticos.
Jairo Cerqueira




